O DÓLAR ESTÁ CARO OU BARATO? OU: PETISTAS CELEBRAM JORNALISTA QUE AFIRMA: “DOLAR VALE HOJE METADE DO QUE VALIA EM 2003" - por Rodrigo Constantino

Jefferson Severino - 01/08/2015 SC 01571 JP

O DÓLAR ESTÁ CARO OU BARATO? OU: PETISTAS CELEBRAM JORNALISTA QUE AFIRMA: “DOLAR VALE HOJE METADE DO QUE VALIA EM 2003"
por Rodrigo Constantino


 

O dólar, como sentiu no bolso todo aquele que planejava uma viagem nova, que pretendia comprar algum produto com componente importado ou que precisava comprar insumos do exterior para seus investimentos, disparou recentemente, passando de R$ 3,40. Machucou muita gente, muito negócio, e ainda pressiona a inflação, pois vários produtos possuem insumos dolarizados. A moeda americana não atingia esse valor desde 2003. Mas há jornalista – e petista – que considera isso bobagem.

Nas redes sociais, gente que defende a volta de Lula em 2018 compartilhou um trecho do jornal Gazeta em que o apresentador afirma que toda a imprensa errou ao falar do valor nominal do câmbio, e que se ajustar pelo IGP-M desde 2003, o dólar estaria mais de R$ 7. Logo, diz ele, o dólar hoje vale metade do que valia em 2003. Não há motivo para tanto alarde. Os petistas, sempre muito afoitos por qualquer coisa que possa ser favorável ao governo, logo comemoraram, e aproveitaram para bater na imprensa “desonesta”.

É o que dá ter pouca inteligência e muito partidarismo. Então quer dizer que os petistas endossam o cálculo do jornalista? Então precisamos ajustar o valor do câmbio por nossa inflação? Os pobres coitados sequer perceberam que essa forma de fazer o cálculo é um ataque ainda maior ao governo petista! Sim, pois o câmbio, para ter o mesmo “valor real” de 2003, teria de chegar a R$ 7 porque o diferencial de inflação foi gigantesco.

O jornalista esqueceu que é preciso levar em conta a inflação americana também, mas isso é detalhe, pois ela é baixa. Essa é, diga-se de passagem, uma das formas de se medir o “câmbio real”. Espera-se que, ao longo do tempo, as moedas se ajustem com base no diferencial de inflação dos dois países em questão. A lógica é intuitiva: uma banana custa hoje R$ 10 e US$ 3, com o câmbio a R$ 3,33. Daqui a 10 anos, com uma inflação acumulada de 30% a mais no Brasil (assumindo zero lá), a banana custaria R$ 13, e para manter a equivalência em dólar, este teria que subir para R$ 4,33. Ou seja, a moeda brasileira também se desvalorizaria 30%.

Foi o cálculo feito pelo jornalista, ignorando que ele depõe contra a elevada inflação brasileira no período. É um enorme tiro no pé do PT seguir por esse caminho. E é impressionante que os petistas sequer se toquem disso. O câmbio “deveria estar” R$ 7,00 pois o Brasil teve uma enorme inflação acumulada na era petista! E os jegues acham que isso é algo a ser comemorado! “Oba, temos muito mais inflação que os americanos. Viram só, seus coxinhas golpistas! Engulam essa!!!”

Claro que o diferencial de inflação é uma das formas apenas. Valor “justo” para câmbio não é algo trivial. Leva em conta o Poder de Compra da Moeda (PPP), que inclui ganhos de produtividade em cada país. O índice BigMac, calculado pela The Economist, mede isso, como o índice iPod, mais atual. Leva em conta fluxo, que segue fatores como credibilidade, confiança no futuro, oportunidades de investimento etc. Enfim, deve abarcar tudo aquilo que impacta oferta e demanda.

O fato é que o real subiu em 2003 pelo risco PT, com muitos investidores receosos com a chegada de Lula ao poder. Ele seria o velho Lula, ou levaria a sério a “Carta ao Povo Brasileiro”, na qual se comprometia a ser mais… tucano? Esse foi o principal fator de nervosismo que fez a moeda subir naquela época. Quando Lula se comportou bem no começo, chamou um banqueiro tucano para presidir o Banco Central, a China começou a demandar nossos recursos com incrível voracidade, e o Brasil entrou no auge do “bônus demográfico”, o fluxo se reverteu e nossa moeda se valorizou bastante.

O Brasil ganhara na loteria. A euforia foi total, e o “tsunami monetário” se encarregou de apreciar nossa moeda. O Brasil ficou caro, absurdamente caro. Em dólar, a classe média se descobria, de repente, classe alta. As viagens para a Disney explodiram. Um imóvel no Brasil passava a valer muito mais em dólar. Todos se sentiram mais ricos em termos relativos. Foi uma festa, uma farra. O PT logo celebrou que os pobres estavam, finalmente, viajando, e que era isso que incomodava os ricos (não a péssima qualidade de nossos aeroportos estatais).

Mas o que era doce azedou, pois os pilares eram de areia, insustentáveis. A realidade, cedo ou tarde, bate à porta com sua carranca horrorosa. É o que está acontecendo agora. E como resultado disso tudo, das expectativas negativas, da inversão do fluxo, da inflação elevada, a moeda está se ajustando para a nova realidade. O dólar já voltou a valer R$ 3,40, e nada garante que o ajuste tenha terminado. Esse dólar pode muito bem ir até R$ 4,00 se a situação continuar ruim desse jeito.

O PT vai celebrar mesmo? Vai soltar fogos de artifício agora que a classe média se despede da Disney e os pobres voltam a pegar “busão” em nossas estradas da morte? Vai ficar contente com o fato de que nossos imóveis voltaram a valer bem menos em dólar? Vai rir com o encarecimento de tudo o que importamos? Bem, alguns economistas de esquerda sempre acharam que desvalorizar a moeda era a melhor forma de incentivar o desenvolvimento, via exportações. É uma falácia. Uma perigosa falácia. O brasileiro vai sentir no bolso – já está sentindo – a dor de uma desvalorização acelerada.

Mas não entrem em desespero! O jornalista, aplaudido pelos petistas, garante: se o ajuste for pleno, pelo diferencial de inflação, então o céu é o limite! Esse dólar pode chegar a R$ 7,00 e ainda assim terá somente o “mesmo valor” que tinha em 2003. Não há motivo para pânico ou alarde. Não acreditem nessa mídia golpista. Está tudo uma maravilha. Só que em vez de curtir as férias na Disney, você vai aproveitar as aventuras fantásticas no Zimbábue!

PS: Petista troca de discurso de acordo com a conveniência, como sabemos. Durante a campanha eleitoral, eu previ que o dólar chegaria rapidamente a R$ 3,00, alertando justamente que a classe média daria adeus às férias na Disney. Os petistas, então, acusaram-me de alarmista. Ou seja, para eles, naquela época, o dólar ficaria comportado. Agora que passou da minha estimativa, eles acham que não aconteceu nada demais, que está tudo bem, que ele ainda vale “metade” do que valia em 2003. Como esquecer do alerta do então ministro Mantega: “Quem apostar na alta do dólar vai quebrar a cara”? É muita cara de pau mesmo!

PS2: Sugiro que os petistas façam o mesmo cálculo para o valor real de outras coisas, como o salário mínimo, a esmola do Bolsa Família, tudo ajustado pela inflação no período, que foi simplesmente absurda. Não vale ser seletivo com o que deve ser ajustado pela inflação, não é mesmo?

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